QUINCAS BERRO D´ÁGUA NA I FLIPA Autor: Gildeci de Oliveira Leite Pubblicato il 8 dicembre 2019 da Raffa View this post on Instagram QUINCAS BERRO D´ÁGUA NA I FLIPA Autor: Gildeci de Oliveira Leite Escritor, professor da UNEB, Sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia Quincas Berro D´Agua estava em Palmeiras. Falo assim no passado, mas na velocidade com a qual ele se move, difícil garantir por onde ele anda agora. Logo que chegamos à Villa Bela um conhecido Jorge nos esperava à sombra de uma varanda para uma conversa inesperada, feliz, risonha, prazenteira. Portugal saboreava uns petiscos feitos à luz do forno à lenha, regado de umas jabuticabas, que meu caçula Guilherme Anísio ainda não bebe. Abraço fraterno, conversas adocicas, livres das amarras de burocracias de algum secretariado, apoiadas pela generosidade das palavras do poeta, que sabe viver e reconhecer o belo e o bom em tudo que ver com os olhos da esquerda, da direita ou quem sabe com o nariz no meio a fazer-se equilíbrio e generosidade. Falávamos da Bahia, brincávamos com as coisas de alguns Brasis reconhecidos por nós, entretanto nem sempre visto por todos. Salve a arte! Viva a vida! Em primeiro lugar a alegria, soprava Quincas Berro D´Água aos ouvidos de Rita Vieira, que repetia trechos de Nietzsche sabendo por inteiro o tal livro “Genealogia da Moral”. O que uns desprezam outros cobrem com as honras do manto da cor purpura. Não sei se era assim, mas era algo parecido que nos sorria como o dengo de Oxum, dizendo sobre as possibilidades de fazer poesia à maneira de Gregório de Matos e Guerra, sem se comprometer com possíveis exílios ou com tribunais de santas inquisições. As línguas afiadas, almas fortalecidas, a caminho da praça, vimos Quincas flutuando a fazer papagaiadas, confirmando que estava ali a pedido de Jorge Amado, homenageado da I FLIPA (Feira Literária de Palmeiras). Logo, junto às fanfarras, o filho de Exu esbanjava safadeza a beliscar nádegas de algumas moças, assustadas a procurarem a origem dos afagos um pouco ásperos, bastante sedutores. Filismina ria do desespero alheio e Quincas com uma piscadela de olho sumiu. Marcos Cajé, escritor vidente, jurou que o reaparecimento do espírito seria imediato. O autor de “Zula, a guerreira” acertou! ( Continua nos comentários) A post shared by Gildeci Leite (@gildeci.leite) on Dec 8, 2019 at 6:33am PST