…ve si gosta dessa breve apresentação em italiano- pode altera la à vontade – penso em coloca la no web site cordasbrasileiras.net, na frente das suas matérias – fico no aguardo abraço – L’amico Gildeci de Oliveira Leite, baiano, professore dell’ università UNEB , Bahia, presso la sede di Seabra – Chapada Diamantina, Bahia – parallelamente alla didattica svolge un’intensa attività di produzione di articoli sullo storico quotidiano di Salvador, A Tarde, oltre a saggi e libri sulla storia e l’attualità della cultura afro baiana. In armonia con la sua qualità di personalità religiosa presso lo storico terreiro – casa di culto, istituzione religiosa – Ilê Asipá, Piatã, Salvador Bahia –
Autor: Gildeci de Oliveira Leite, escritor, sócio do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, professor da UNEB
Publicado em 05.01.2020 no A Tarde
Depois de 28 de dezembro de 2019 estudiosos da afro-brasilidade, afro-baianidade tiveram que renovar seus repertórios, atualizar páginas, intervenções pedagógicas, acadêmicas. Com a elevação de Mãe Ana de Xangô ao posto de Ialorixá do Ilê Axé Opô Afonjá, inicia-se um novo ciclo da casa baiana de Xangô Afonjá, fundada em 1910 por Mãe Aninha, obviamente filha de Xangô Afonjá.
Como se diz no Axé, Xangô colocou-se em terra e resolveu que a sua representante no trono de Mãe de Santo é sua filha algumas vezes. Mãe Ana Verônica Bispo Santos foi iniciada por Mãe Stella de Oxóssi, a quem sucedeu, portanto, uma filha da Casa de Xangô Afonjá. Ao mesmo tempo, o orixá dono da cabeça de Mãe Ana é Xangô, como se não bastassem esses caminhos confirmados, a qualidade do Xangô de Mãe Ana é também Afonjá, como o Xangô patrono do terreiro e dono da cabeça da fundadora Mãe Aninha ou Eugênia Anna Santos.
Uma jornalista de uma das TV´s baianas, pedindo-me ajuda para realizar suas entrevistas no dia do jogo que conhecemos a decisão de Xangô, ficou impressionada com o que a maioria de nós chamamos de coincidência. Prefiro entender que as coincidências são na verdade confirmações dos caminhos de Mãe Ana de Xangô para a assunção do trono do mais famoso Pai Afonjá do Brasil. Os caminhos são enredados com uma rede de teias e de link´s, que certamente serão interpretadas por diversas narrativas sagradas e por narrativas recriadas por nosso povo de Axé. A pedagoga Ana Verônica Bispo Santos é a sexta sacerdotisa a comandar o Afonjá, seis é um dos números de Xangô, tal sua corte de Obás ou ministros, organizada em grupos de seis à esquerda e à direita do rei.
O sacerdote responsável por ler nos búzios a vontade de Xangô Afonjá é também filho de Xangô algumas vezes. Pai Obaraí foi iniciado por Mãe Senhora, terceira comandante do Ilê Axé Opô Afonjá, e o dono de sua cabeça é o enérgico Xangô Aganju! Como diria meu compadre José Félix dos Santos “nada é à toa”. Xangô teve suas razões para trazer aos nossos olhos tantas representações suas na sexta geração de regentes da casa fundada por, Mãe Aninha, agora novamente regida por uma nobre Ana. Tudo isso nos foi mostrado dias antes da primeira quarta-feira do ano, dia dedicado a Xangô, também primeiro dia do ano. Lembro que três e quatro são frações de seis e também compõem o toque do alujá, ritmo sagrado de Xangô. Só resta-me dizer que tudo isso estava predeterminado por Xangô, dono da cabeça deste risonho cronista, que pede a benção a Xangô, às Mães Aninha, Bada, Senhora, Ondina, Stella, a Mãe Ana, aos Pais Obaraí, Ribamar e pede licença para outras anotações. Parabéns Mãe Ana! Mais um detalhe, filhos do mesmo orixá são irmãos de cabeça, outra nota!